Você, com certeza, ao andar pela cidade já encontrou um cão-guia fazendo seu trabalho. Provavelmente deve ter tido algumas curiosidades, como é feito o treinamento e até mesmo como é a relação dele com seu dono.

Algumas dúvidas são mais frequentes que as outras, como “posso fazer carinho no cão guia?” e “como ele foi treinado?”.

O post de hoje vai responder as principais questões sobre cães-guias, por isso, continue lendo!

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Principais dúvidas sobre cães-guias

Antes de começarmos a falar sobre as principais dúvidas que se tem sobre cães-guias, é necessário mencionar que as informações desse post tem como base o Instituto IRIS.

O Instituto IRIS é uma organização que treina esses dogs, oferece classes a instrutores e dissemina informações sobre cães-guias na vida de pessoas com deficiência visual ou baixa visão.

Como é uma ONG, o Instituto IRIS está sempre buscando novos voluntários e apoiadores, por isso, se tem interesse no trabalho, não deixe de ajudá-los a continuar esse maravilhoso trabalho.

Agora que você já sabe mais sobre o Instituto IRIS, podemos ir às informações!

Quanto custa um cão-guia?

O custo médio para a sobrevivência e treinamento de um cão-guia chega a ser de R$ 35 mil reais.

Por essa razão, no Brasil temos uma baixa estimativa em relação a quantidade de cães-guia, ao redor de 100.

Qualquer raça pode ser um cão-guia?

Em geral, as raças mais escolhidas para ser cães-guias são Golden Retriever e Labrador. Isso se dá por serem cães dóceis, mas com força suficiente para guiar uma pessoa.

Como um cão se torna cão-guia?

Para um cão se tornar um cão-guia, ele precisa passar por um processo complexo. Sua seleção começa antes mesmo de nascer, fazendo a escolha do pai e da mãe, e tendo a reprodução e o nascimento assistidos.

Aos dois meses que ele passa um período em uma família socializadora. Esse período durará, mais ou menos, um ano.

A família socializadora tem o papel de levar e educar os cães em locais públicos, como lojas, shoppings, restaurantes, ônibus, carro e qualquer outro ambiente que um deficiente visual possa frequentar.

Além disso, o cão já deve aprender a não latir desnecessariamente, não subir no sofá, ficar pedindo comida e outras coisas do tipo. A família socializadora é voluntária e conta com todo o apoio da Instituição.

Depois do período da socialização, há o período de treinamento. Os cães passam de quatro a seis meses sendo treinado por um especialista na área, que os ensinará a desviar de obstáculos e encontrar pontos de referência, como elevador e cadeira.

Também é nesse período que os cães criam noção de direita e esquerda, de identificar perigo e, claro, como andar instruindo.

A última parte do treinamento ocorre pelo período de três a cinco semanas, onde há a integração do deficiente visual com o cão e o treinador. É nesse período que há a criação do vínculo entre o cão e o beneficiário.

E, por fim, quando o cão já está vivendo com o beneficiário, é necessário que este compreenda como cuidar do cão, entendendo mais sobre a saúde, os comandos e o seu jeito. Essa fase dura entre três e cinco semanas.

Posso brincar ou fazer carinho em um cão-guia na rua?

Sabemos que a vontade é grande, mas a resposta para as duas perguntas é: não.

Como o cão está trabalhando, ou seja, cuidando e prestando atenção na segurança do deficiente visual, fazer carinho, brincar ou dar comida pode desviar a atenção dele.

Por isso, antes de qualquer tipo de interação com o cão, pergunte ao condutor se pode ou não.

Um cão-guia se aposenta?

O tempo de trabalho médio de um cão-guia é de oito anos e, depois disso, aposentadoria.

Quando um cão-guia se aposenta, há duas opções: ficar com o seu tutor ou ser adotado por uma família com quem ele já tenha afinidade, normalmente um parente ou amigo do seu antigo tutor.

Gostou das curiosidades sobre cães-guias? Eles são uns amores, não é mesmo?! Não deixe de compartilhar esse texto com seus amigos!